Empresas de humidades em Lisboa: o que verificar antes de contratar
Sem rankings pagos: quando precisa mesmo de uma empresa em Lisboa, o que verificar em cada tipo de prédio e quanto custam as intervenções mais comuns.

- Em muitos apartamentos de Lisboa a causa provável é condensação, com HR exterior de 90–100% em janeiro e fevereiro — não pede obra.
- Empresa faz sentido em infiltrações por coberturas e terraços e na capilaridade de r/c antigos, como na Baixa.
- Pelo humidade.pt, e só com o seu consentimento, o pedido vai para no máximo 2 parceiros que cobrem o seu código postal.
NESTE GUIA
Precisa de uma empresa de humidades em Lisboa?
Depende do tipo de prédio e do sítio da mancha. Em muitos apartamentos de Lisboa, sobretudo nos blocos dos anos 60–80, a causa mais provável é condensação — e aí uma empresa de tratamento de humidades raramente é a resposta. Uma empresa faz sentido quando há infiltração por coberturas, terraços ou fachadas, ou capilaridade num rés-do-chão antigo.
Este guia não lista, não recomenda nem classifica empresas. Explica o que muda em Lisboa, o que verificar antes de contratar e como funcionam os pedidos feitos através deste site.
Antes de chamar alguém, faça o diagnóstico gratuito. Em poucos minutos fica a saber se o seu caso aponta para condensação, capilaridade ou infiltração — e se precisa de visita técnica.
Que tipo de prédio tem? Humidades típicas no parque habitacional de Lisboa
Lisboa junta edifícios de épocas muito diferentes, e cada época tem as suas fragilidades. Cerca de 70% das casas em Portugal foram construídas antes das regras de isolamento térmico (1990), e Lisboa não é exceção.
| Tipo de edifício | Onde é comum | Causa mais provável | Quem resolve, em regra |
|---|---|---|---|
| Pombalino (reconstrução pós-1755) | Baixa e zonas próximas | Capilaridade no r/c; infiltração por coberturas antigas | Empresa com experiência em edifícios antigos; condomínio nas partes comuns |
| Gaioleiro (fim do séc. XIX – início do séc. XX) | Bairros dessa época, como as Avenidas Novas | Infiltração por fachadas, caixilharia e coberturas; condensação | Avaliar fachada e cobertura antes de mexer no interior |
| Blocos dos anos 60–80 | Bairros de expansão e concelhos vizinhos | Condensação: paredes frias, alumínio sem corte térmico | Muitas vezes o próprio morador; VMI se persistir |
| Último piso com cobertura em terraço | Prédios de várias épocas | Infiltração pela cobertura | Condomínio (parte comum) |
Em edifícios pombalinos, a estrutura interior tem madeira (a chamada gaiola). Se a humidade é antiga e persistente, peça à empresa que avalie também o estado das madeiras visíveis e diga se é preciso um técnico de estruturas.
Inverno em Lisboa: porque é que a condensação domina nos apartamentos
Lisboa tem fama de clima ameno, mas em janeiro e fevereiro a humidade relativa do ar exterior chega a 90–100% em muitos dias. 63,2% dos residentes de Lisboa dizem sentir desconforto térmico no inverno. Casas frias, pouco aquecidas e com caixilharia de alumínio sem corte térmico são o cenário típico da condensação.
Um exemplo: com 18 °C e 75% de humidade relativa no quarto, o ponto de orvalho fica em cerca de 13,5 °C. O canto de uma parede exterior mal isolada pode estar abaixo disso de madrugada, e duas pessoas a dormir libertam 0,5–1 L de água por noite. Pode confirmar o seu caso na calculadora de ponto de orvalho.
Se o bolor aparece nos cantos do teto, atrás dos móveis e os vidros estão molhados de manhã, desconfie de uma proposta de obra. Comece por arejar todos os dias, aquecer de forma estável e, se preciso, usar um desumidificador. Se não chegar, uma VMI num apartamento custa à volta de €800–2 500 (estimativa). Veja humidade por condensação e quanto custa uma VMI.
Coberturas, terraços e rés-do-chão antigos: quando a empresa faz sentido
Se mora no último piso e a mancha no teto cresce depois de chover, o mais provável é infiltração pela cobertura ou pelo terraço. Num prédio, a cobertura é, em regra, parte comum (Código Civil, art. 1421): a obra é decidida em assembleia e paga pelos condóminos na proporção da permilagem. Veja o guia do condomínio.
Nos rés-do-chão antigos da Baixa e de outros bairros históricos, as paredes de alvenaria estão em contacto direto com o terreno. Uma faixa húmida até cerca de 1 m de altura, com salitre e reboco a esfarelar, durante todo o ano, sugere capilaridade. Aqui a empresa é necessária, e o método deve ser justificado com medições.
O que verificar numa empresa de humidades em Lisboa
- O básico, como em qualquer cidade: alvará ou certificado de empreiteiro (IMPIC), NIF, seguro de responsabilidade civil e orçamento escrito com área em m² e preço por m².
- Experiência no seu tipo de edifício: tratar uma parede de alvenaria pombalina não é o mesmo que tratar um bloco de betão dos anos 70. Peça exemplos de obras semelhantes.
- Licenças e regras municipais: em obras de fachada ou em zonas históricas pode haver regras adicionais. Pergunte quem trata disso e confirme junto da Câmara Municipal.
- Logística discriminada: em ruas estreitas e prédios sem elevador, andaimes, estacionamento e entulho podem pesar no total. Peça que apareçam em linhas separadas.
- Se é inquilino: as obras de conservação cabem, em regra, ao senhorio (art. 1074). Fale com ele por escrito antes de pedir orçamentos — veja inquilinos.
As 12 perguntas, os sinais de alerta e os documentos estão no guia como escolher uma empresa de humidades.
Quanto custa tratar humidade em Lisboa?
Não existem estatísticas fiáveis de preços por cidade, e não as vamos inventar. Os intervalos abaixo são nacionais, observados em pesquisas e relatos de clientes em outubro de 2026.
| Intervenção | Intervalo observado | Situação típica em Lisboa |
|---|---|---|
| Correções de condensação (faça você mesmo) | €20–300 | Apartamento com bolor nos cantos e vidros molhados |
| VMI num apartamento | ≈ €800–2 500 (estimativa) | Condensação que persiste com bons hábitos |
| Impermeabilização de terraço | €28–45/m² | Infiltração no último piso |
| Injeções ou eletro-osmose | €35–60/m² | Capilaridade num r/c antigo |
| Deteção de fugas | A partir de algumas centenas de euros | Mancha sem relação com chuva nem com o frio |
| «Sistemas» para a casa toda | €4 500–20 000 (relatos de clientes) | Peça sempre segunda opinião |
Como o humidade.pt encaminha pedidos na Grande Lisboa e em Setúbal
O diagnóstico é gratuito. No fim, se quiser orçamento, pode pedi-lo — e só com o seu consentimento explícito o pedido segue para no máximo 2 empresas parceiras que cobrem o seu código postal, seja em Lisboa, nos concelhos à volta ou na península de Setúbal.
Às empresas parceiras pedimos alvará ou certificado de empreiteiro, seguro e garantia escrita. Pagam por pedido recebido, não por posição: não há colocação paga. Os detalhes estão em como ganhamos dinheiro; se representa uma empresa da região, veja para empresas.
Se já tem um orçamento em mãos, pode pedir uma segunda opinião antes de assinar.
Perguntas frequentes
Depende de onde está a origem. Se a água entra pela cobertura, pela fachada ou por canalizações comuns, são, em regra, partes comuns e as despesas cabem aos condóminos na proporção da permilagem (Código Civil, arts. 1421 e 1424). Se a causa está dentro da sua fração, como condensação ou um cano seu, a despesa é sua. Em caso de dúvida, confirme com um jurista.
Antes disso, avise o senhorio por escrito, com fotografias e datas. As obras de conservação cabem, em regra, ao senhorio, mas se a causa for condensação ligada ao uso da casa, a conversa é outra. Fazer o diagnóstico ajuda a perceber a causa provável e a fundamentar o pedido. Para reparações urgentes, a lei prevê regras próprias: confirme com a DECO.
Em casos de condensação, muitas vezes ajuda bastante. Um modelo de compressor de 10–12 L/dia custa a partir de cerca de €90 e consegue manter a divisão entre 40% e 60% de humidade relativa, se a usar com a porta fechada. Não resolve infiltrações nem capilaridade, e não substitui arejar a casa todos os dias.
Muitas fazem, em Lisboa como no resto do país. O ponto a ter em conta é que, nesse modelo, o diagnóstico e a obra vêm da mesma fonte. Aproveite a visita, mas peça medições e conclusões por escrito, confirme se a condensação foi excluída e não assine no próprio dia. Compare com uma segunda proposta.
FONTES
- Física dos edifícios: ponto de orvalho (fórmula de Magnus)
- Código Civil, arts. 1074, 1421 e 1424
- Preços observados em Google.pt, cume.pt, Zaask e Habitissimo, out. 2026
- IMPIC — alvarás e certificados de empreiteiro


